Escrevo tais coisas para ainda lembrar com detalhes os acontecimentos e motivações para eu estar aqui, nesta pequena escrivaninha há 25 horas longe de casa.
Era em um sabádo, dia 26 de fevereiro de 2011. Acordei um pouco mais cedo que toda a família, e minha dúvida pairava em assistir TV ou fazer alguns exercícios de Física, conseguindo fazer os dois quase ao mesmo tempo. Naquela tarde fui obrigada a limpar e organizar meu quarto: troquei minhas apostlias da escolar antiga pela nova e organizei os meus livros sem muito apego.
Os rumores de que sairia a segunda chamada da UFSM naquele dia eram um pouco insólidos, mas foram confimardos no momento em que resolvi visitar a comunidade no Orkut da universidade. Eu já estava habituada a ver meu nome em alguma lista de resultados de promoção, mas a surpresa em cada uma delas é única, como foi dessa vez. Não pensei duas vezes e fui contar para minha mãe que estava limpando o chão:
“Mãe, passei!”
“Passou o quê?” – imagino que ela estava pensando em uma boa limpeza de pano na janela ou no banheiro.
“Na UFSM!”
Não esquecerei a reação dela tão fácil: ela abriu a boca e a escondeu com as mãos rapidamente e saiu às pressas do que tipo que só vendo para crer. “Me mostra, me mostra”, indo para o quarto eu aponto o meu nominho e ela me abraça. Naquele momento não senti alegria e nem orgulho, tudo que processou na minha mente foi a de alívio. E eu chorei algumas lágrimas, daquelas bem sinceras e profundas. Não sabia o que aconteceria por vir, nem os percalços que teria que enfrentar, mas eu enxergava uma alternativa,
uma benção.
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